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	<title>A Arte do Ser Cantante</title>
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	<description>Cecília Valentim</description>
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		<title>Astro-Ressonância: A sinfonia Planetária  e o Canto Pessoal</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 20:52:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cecília Valentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Events]]></category>

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		<description><![CDATA[As artes do Canto e da Astrologia sempre estiveram presentes no cotidiano dos Nossos Ancestrais, como canais de conexão e comunicação entre o mundo interno pessoal e o mundo externo natural e coletivo. Podemos encontrar em Pitágoras, Aristóteles, Platão, Ficcino,  Goethe, Fabre D&#8217;Olivet e outros físicos- filósofos &#8211; artistas, ao longo da história da humanidade,  vários escritos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As artes do Canto e da Astrologia sempre estiveram presentes no cotidiano dos Nossos Ancestrais, como canais de conexão e comunicação entre o mundo interno pessoal e o mundo externo natural e coletivo. Podemos encontrar em Pitágoras, Aristóteles, Platão, Ficcino,  Goethe, Fabre D&#8217;Olivet e outros físicos- filósofos &#8211; artistas, ao longo da história da humanidade,  vários escritos que relatam  a integração entre  Música, Astrologia e  Canto, que nos dão referências da importância destas artes no viver cotidiano de diversas culturas. Em todos eles, encontramos notações sobre a vibração de cada planeta, relações intervalares entre eles e até mesmo freqüências definidas para cada dia da semana e cada hora do dia. Hoje, nos laboratórios de Física e Astronomia é possível registrar a freqüência de cada corpo celeste.</p>
<p>Neste trabalho, realizaremos o caminhar dos planetas coletivamente,  caminharemos com cada  participante  para  encontrar a vibração dos planetas em seu mapa e em si mesmo, entoaremos o céu do nascimento e de 2012  em sua totalidade com a colaboração do grupo como componentes de um coro celestial, revelando o Campo de Ressonância existente em cada um e escolheremos dois aspectos dentro deles: Um aspecto do Dharma &#8211; Trígono, missão da Alma e um aspecto do Karma &#8211; Quadratura, desafios, abrindo a possibilidade de recriar e tecer o destino com maior consciência das próprias potencialidades, manifestar com clareza o propósito da alma nessa terra e propagar a luz do seu canto pela eternidade. Em nível coletivo, a ampliação da consciência de que fazemos parte de uma incrível e bela sinfonia cósmica, onde cada um com seu canto compõe um canto maior, de todos.</p>
<p>A escolha de cada aspecto será proposta pelo facilitador, que estudará cada mapa anteriormente.</p>
<p>Cantos e Danças de diversas tradições criarão o espaço ritual que sustentará a realização do trabalho.</p>
<p>Para que o participante possa manifestar musicalmente e  vocalmente sua canção em ressonância com sua beleza,  será trabalhada a liberação  e  educação vocal dentro da abordagem da Arte do Ser Cantante.</p>
<p>O trabalho acontecerá de20 a22 de abril. Dia 20, das 19 às 22, dia 21 das 10h às 19h e 22 das 10h às 18h. O almoço será coletivo, no Espaço da Arte do Ser Cantante e pediremos para que cada um ofereça um alimento lacto-vegetariano e suco para o círculo. O grupo se formará com no máximo 16 pessoas.</p>
<p>Condução: Cecília Valentim e Sérgio Frug</p>
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<p><span style="font-family: 'Century Gothic'; font-size: xx-small;"><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Abwun D&#8217;bwashmaya</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 18:21:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cecília Valentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[ Abwun D’bwashmaya Por Cecília Valentim &#160; É a primeira frase em Aramaico da oração conhecida como Pai Nosso, ensinada por Jesus. Aramaico é a língua que Jesus falou. Segundo Neil Douglas- Klotz[1], a oração começa com a expressão da Divina Criação e da benção do ato de criar, trazer à luz aquilo que está na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><strong> Abwun D’bwashmaya</strong></h2>
<p>Por Cecília Valentim</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É a primeira frase em Aramaico da oração conhecida como Pai Nosso, ensinada por Jesus. Aramaico é a língua que Jesus falou. Segundo Neil Douglas- Klotz<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/frases%20e%20textos%20Cec%C3%ADlia/Abwum%202.doc#_ftn1">[1]</a>, a oração começa com a expressão da Divina Criação e da benção do ato de criar, trazer à luz aquilo que está na escuridão.Na  forma poética e profunda apresentada por Klotz, significa:</p>
<p>Ó força procriadora! Pai/Mãe do cosmos</p>
<p>Tu crias tudo que se move na luz</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ó Tu! Respiração viva de tudo que existe,</p>
<p>Criador do som vibrante que nos toca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Respiração de todos os mundos, ouvimos</p>
<p>o Teu respirar – dentro e fora – em silêncio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte do Som: no trovão e no murmúrio,</p>
<p>Na brisa e no tornado, ouvimos o Teu Nome.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Radiância Única: Tu resplandeces dentro de nós,</p>
<p>Fora de nós – até na escuridão – quando nos lembramos</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nome dos nomes, nossa pequena identidade se</p>
<p>desdobra em Ti e Tu a devolves, como lição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ação sem palavras, potência silenciosa,</p>
<p>Onde ouvidos e olhos despertam, aí o céu advém</p>
<p>Ó força procriadora! Pai/Mãe do cosmos</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Abwun</strong> é derivada da raiz ab, que se refere a toda a germinação que procede da fonte da Unidade. Abwun ressoa em sua origem os divinos progenitores, sem classificar a unidade como masculina ou feminina e vai além de qualquer definição de gênero.</p>
<p>Ainda segundo Klotz, de acordo com a ciência mística do som e das letras, que é comum tanto para o hebraico como para o Aramaico, podemos dizer que seu som/significado tem quatro partes:</p>
<p>1-       <em>A</em> – Ressoa o absoluto, a Unidade pura e única.</p>
<p>2-       <em>Bw </em>– Um nascer, a criação, fluxo de bênçãos da Unidade para nós.</p>
<p>3-       <em>U </em>– A respiração, o sopro do espírito que ressoa pelo som da respiração</p>
<p>4-       <em>N</em>- A manifestação criativa do Uno ao tocar, vibrar e dar à luz a forma por meio da entonação de Abwun<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/frases%20e%20textos%20Cec%C3%ADlia/Abwum%202.doc#_ftn2">[2]</a>.</p>
<p><strong> D’bwashmaya</strong> é a vibração<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/frases%20e%20textos%20Cec%C3%ADlia/Abwum%202.doc#_ftn3">[3]</a> ou palavra<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/frases%20e%20textos%20Cec%C3%ADlia/Abwum%202.doc#_ftn4">[4]</a> pela qual se reconhece o Uno, a Grande Consciência Cósmica<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/frases%20e%20textos%20Cec%C3%ADlia/Abwum%202.doc#_ftn5">[5]</a>.</p>
<p>A raiz <em>shm </em>indica tudo que surge e brilha no espaço e inclui luz, som<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/frases%20e%20textos%20Cec%C3%ADlia/Abwum%202.doc#_ftn6">[6]</a>, vibração ou palavra.</p>
<p>O final <em>aya </em>revela que cada centro de atividade está incluído potencialmente na emanação original da Luz/Som de todas as coisas.</p>
<p>Portanto, <em>Shmaya</em><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/frases%20e%20textos%20Cec%C3%ADlia/Abwum%202.doc#_ftn7">[7]</a> nos diz que a vibração pela qual se reconhece o Uno – o nome do Todo<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/frases%20e%20textos%20Cec%C3%ADlia/Abwum%202.doc#_ftn8">[8]</a> – é o próprio Universo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao entoarmos <strong>Abwun D’bwashmaya</strong>, podemos lembrar nossa origem como essencialmente criativa, perfeita e una e que, nutrida de bênçãos pulsa na respiração divina, vibrando e irradiando nossa Luz/Som pela eternidade<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/frases%20e%20textos%20Cec%C3%ADlia/Abwum%202.doc#_ftn9">[9]</a>.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/frases%20e%20textos%20Cec%C3%ADlia/Abwum%202.doc#_ftnref1">[1]</a> -Orações do Cosmos, Neil Douglas-Klotz</p>
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<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/frases%20e%20textos%20Cec%C3%ADlia/Abwum%202.doc#_ftnref2">[2]</a> Na tradição do povo Tupy, podemos entoar a palavra Avanembô, O corpo som luz de Ser, com o mesmo sentido e intenção.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/frases%20e%20textos%20Cec%C3%ADlia/Abwum%202.doc#_ftnref3">[3]</a>  Para as antigas tradições, o nome é uma materialização sonora da nossa vibração, por isso o  era dado e recebido com muito cuidado. Cada nome vibra a informação original- Harmônicos, que contém e estão contidos na Vibração Primordial, onde cada Ser é Um com o Uno.</p>
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<p align="left"><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/frases%20e%20textos%20Cec%C3%ADlia/Abwum%202.doc#_ftnref4">[4]</a> “Acredita-se que cada ancestral totêmico, ao viajar pelo país, tenha espalhado uma trilha de palavras e notas musicais ao longo de suas pegadas&#8230;Essas Trilhas de Sonhos acham-se sobre a terra como” vias “ de comunicação entre as tribos mais distantes. [Elas]&#8230;.vagueavam pelo continente no Templo-dos-Sonhos cantando o nome de tudo o que cruzava o seu caminho – aves, animais, plantas, rochas e fontes de água- e, assim, fizeram com que o mundo existisse através do canto.” Bruce Chatwin, sobre os aborígenes australianos</p>
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<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/frases%20e%20textos%20Cec%C3%ADlia/Abwum%202.doc#_ftnref5">[5]</a>  Segundo o Ananda Sutram composto por Shrii Shrii Anandamurti, considerada a Escritura básica da moderna yoga, a consciência cósmica é Shiva , o núcleo da criação e em quem tudo reside.</p>
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<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/frases%20e%20textos%20Cec%C3%ADlia/Abwum%202.doc#_ftnref6">[6]</a> &#8211; “Cantar ou falar ritmicamente é em seu sentido mais profundo uma invocação ativa, uma realização, um intercâmbio no interior da camada acústica do mundo&#8230;.O mundo foi criado através da energia cantante como primeira manifertação de um pensamento em que o som da vibração primordial sacrificou a si mesmo,  sendo progressivamente elaborado num ritmo espiralado crescente de novas vibrações cada vez mais altas, metaforseando-se aos poucos em pedra e carne.” Shneider, M, Pedras que Cantam, pág.12.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/frases%20e%20textos%20Cec%C3%ADlia/Abwum%202.doc#_ftnref7">[7]</a> Segundo Klotz, esse era o conceito de “céu” em aramaico, proferido por Jesus e normalmente mal compreendido. Em grego e mais tarde em Inglês “céu” foi esvaziado desse significado e intenção, para tornar-se um conceito metafísico e não criativo.</p>
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<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/frases%20e%20textos%20Cec%C3%ADlia/Abwum%202.doc#_ftnref8">[8]</a> (&#8230;) Se o som gerado pelas cordas vocais para criar a rede vibratória do Universo tem a faculdade da sintonização total é porque ele nos une a sinfonia cósmica. Cada criatura é a cristalização de uma parte dessa sinfonia de vibrações. Assim, assemelhamo-nos a um som que ganha a densidade da matéria a fim de vibrar contínua e ininterruptamente. Vilayat  Inayat Khan – Mestre Sufi</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/frases%20e%20textos%20Cec%C3%ADlia/Abwum%202.doc#_ftnref9">[9]</a> Tupy; Som em pé – o corpo, habitado pelo Avá – a luz, que tem sua morada no coração.</p>
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		<title>Formação Essencial na Abordagem da Arte do Ser Cantante</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 13:56:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cecília Valentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Events]]></category>

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		<description><![CDATA[A Formação Essencial na abordagem do Ser Cantante é destinada a todos que desejam obter o conhecimento e as práticas da abordagem da Arte do Ser Cantante, criada e desenvolvida por Cecília Valentim. A Arte do Ser Cantante é uma abordagem e um modo sensível de viver que propõe a manifestação do Ser em sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Formação Essencial na abordagem do Ser Cantante é destinada a todos que desejam obter o conhecimento e as práticas da abordagem da Arte do Ser Cantante, criada e desenvolvida por Cecília Valentim.<br />
A Arte do Ser Cantante é uma abordagem e um modo sensível de viver que propõe a manifestação do Ser em sua totalidade por meio do Canto.<br />
No curso de formação, o participante irá compreender, vivenciar e assimilar de forma essencial e didática os recursos que essa abordagem oferece, para integrá-la e aplicá-la em nível profissional e pessoal.<br />
A formação será realizada em dez movimentos, um final de semana por mês.</p>
<p>Início: 6 e 7/04 Obs: Esse encontro será realizado excepcionalmente na sexta e no sábado, por conta do domingo de Páscoa</p>
<p>Próximos encontros: 12 e 13 /05, 16 e 17/06, 7 e 8/07, 18 e 19/08, 15 e 16/09, 20 e 21/10, 17 e 18/11, 8 e 9/12 e Janeiro de 2013, retiro final, em data a ser combinada</p>
<p>Valor: 340,00 por movimento.<br />
Para inscrições até 15/03, 10 % de desconto no valor total do curso.</p>
<p>Condução: Cecília Valentim</p>
<p>Assistência: Ana Ruivo, Melissa Panzzuti, Paulo Prudente.</p>
<p>Programa:</p>
<p>Primeiro Movimento: Nada Brahma: Tudo é Som</p>
<p>Segundo movimento: Dimensão Corporal</p>
<p>Terceiro Movimento: Dimensão do Corpo Emocionado</p>
<p>Quarto e Quinto Movimentos: Abordagens Integrativas: Análise Bioenergética, Biossíntese, Biopsicologia, Healing Voice, Overtone Chanting.</p>
<p>Sexto Movimento: O Canto e a Neurociência</p>
<p>Sétimo Movimento: Dimensão Psíquica</p>
<p>Oitavo Movimento: Dimensão Musical</p>
<p>Nono Movimento: Dimensão Poética</p>
<p>Décimo movimento: Abrindo o Círculo: Para além da Dualidade &#8211; Consciência e Integridade.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Arte do Ser Cantante</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 20:20:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cecília Valentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[                                                                                                              [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><strong>                                                               </strong></p>
<h4>                                                                                                                                            Por Cecília Valentim</h4>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>I &#8211; O Poder do Canto</strong></h4>
<p><em>“Acredita-se que cada ancestral totêmico, ao viajar pelo país, tenha espalhado uma trilha de palavras e notas musicais ao longo de suas pegadas&#8230;Essas Trilhas de Sonhos acham-se sobre a terra como” vias “ de comunicação entre as tribos mais distantes. [Elas]&#8230;.vagueavam pelo continente no Templo-dos-Sonhos cantando o nome de tudo o que cruzava o seu caminho – aves, animais, plantas, rochas e fontes de água- e, assim, fizeram com que o mundo existisse através do canto.”</em></p>
<p><em>                                                                                                                  </em><em>Bruce Chatwin em The Songlines</em></p>
<p><em>                                                                                                                 </em><em>(Sobre  os aborígenes australianos)</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em></em>Em todas as culturas o Canto surge como via de conexão do humano com o divino, o sagrado e o indizível, em  busca de um melhor entendimento de si mesmo, da sua relação com o mundo e com a natureza, possibilitando um senso de comunidade e cooperação. O canto ritual dos povos primitivos, o canto do poeta trágico, o canto gregoriano, os cantos de amor dos trovadores medievais, o canto das lavadeiras e carpideiras do nordeste, são algumas das manifestações dessa busca. Portanto, a relação do humano com o cantar é natural e inata.  As referências do poder da música e do canto são ancestrais; Pitágoras já propunha uma ordem sonora ou escala para cada humor. Os xamãs<a style="text-align: -webkit-auto;" title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn1">[1]</a><span class="Apple-style-span" style="text-align: -webkit-auto;"> até hoje  utilizam o canto para afastar os maus espíritos, curar doenças e favorecer a colheita. Mais recentemente, pesquisas têm corroborado a utilização do canto com finalidades terapêuticas, na liberação do fluxo de energia reprimindo, no restabelecimento da conexão com os sentimentos e na restauração da espontaneidade e expressão dos afetos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4></h4>
<h4><strong>II- Canto e Cura</strong></h4>
<p><em>&#8230;”Pitágoras achava que a música poderia dar uma grande contribuição para a saúde se fosse usada de maneira correta&#8230;Ele chamou a este método de medicina musical. Os seus discípulos cantavam em uníssono determinados cânticos ou peãs, com os quais eles pareciam se deleitar, tornando-os melodiosos e rítmicos. Em outras ocasiões, os seus discípulos também empregavam  a música como remédio, sendo determinadas melodias compostas para curar as paixões da mente e outras para o desânimo e a angustia mental. Além desses usos médicos, havia outras melodias para a raiva  e a agressão e todas a perturbações psíquicas”.</em><em>    </em></p>
<p><em>                                                                                                                                                      Jâmblico</em></p>
<p><em>                                                                                                                       (filósofo do séc. XVI, sobre Pitágoras)</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li><strong style="text-align: -webkit-left;">O Ser Cantante</strong><em style="text-align: -webkit-left;"> </em></li>
</ul>
<p><em> </em></p>
<p><em>“Cantar ou falar ritmicamente é em seu sentido mais profundo uma invocação ativa, uma realização, um intercâmbio no interior da camada acústica do mundo&#8230;.O mundo foi criado através da energia cantante como primeira manifestação de um pensamento em que o som da vibração primordial sacrificou a si mesmo, sendo progressivamente elaborado num ritmo espiralado crescente de novas vibrações cada vez mais altas, metaforseando-se aos poucos em pedra e carne.”</em><em>    M. Shneider <a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn2"><strong>[2]</strong></a>                                                                                                                                                                                                                  </em></p>
<p>A Nova Ciência<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn3">[3]</a> nos traz, a cada dia, novas informações acerca do mundo do infinitamente pequeno, das partículas que constituem o átomo e a matéria.</p>
<p>Inúmeros experimentos em laboratórios de Física, em especial na Física Quântica, comprovam o que os antigos sábios da Índia já diziam há cinco mil anos: Nada Brahma<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn4">[4]</a> – O mundo é som.</p>
<p>Na busca de uma teoria unificada<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn5">[5]</a>, chegamos a Teoria das Supercordas, que propõe que toda matéria e todas as forças provêm de um único componente: cordas oscilantes. A proposta desta teoria é que as cordas são os ingredientes ultramicroscópicos que formam as partículas, que por sua vez, compõem os átomos<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn6">[6]</a>. Se toda a matéria é composta por partículas, incluindo a matéria humana, podemos arriscar dizer que todos nós somos vibração em origem e essência, portanto, seres vibrantes<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn7">[7]</a>, cantantes por natureza.<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn8">[8]</a></p>
<p>Quando cantamos estamos usando a matéria-prima som para fazer música – Arte que se constitui de uma linguagem, signos sonoros<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn9">[9]</a>, e, portanto integrando as funções do sentir, do processar, do perceber em estruturar em uma estética e expressão de comunicação que é, por si só, forma, conteúdo, corpo e espírito, mensageiro e mensagem<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn10">[10]</a>. Cantamos com a totalidade do nosso Ser, comunicamos quem somos e o que sentimos; vibramos e manifestamos nossa alma.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li><strong>O Corpo Emocionado</strong></li>
</ul>
<p>Vivemos em um corpo constantemente modulado pelas nossas experiências, emocionado a todo instante.</p>
<p>Em termos fisiológicos básicos, quando cantamos há,, uma maior oxigenação do cérebro, alterando o estado de consciência e  uma maior liberação de hormônios e neurotransmissores<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn11">[11]</a> que acontece de acordo com a experiência do momento e com a história pessoal definindo a emoção que é acionada. Em termos da bioquímica da emoção, ao cantarmos, conectamos com nossa experiência em relação aos sentimentos que a música traduz. Se a experiência é consonante, liberamos serotonina, dopamina e endorfinas, se dissonante, adrenalina e cortizol. É importante lembrar que as emoções geram a reação química e a reação química modula as emoções. Se o Cantante se permite à expressão dos sentimentos, ele aumenta o fluxo nas áreas instrutivas do cérebro, diminuindo conexões negativas e criando novos marcadores somáticos<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn12">[12]</a>.</p>
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<ul>
<li><strong>Canto e Cérebro</strong></li>
</ul>
<p>Em termos das funções cerebrais, diferentes áreas processam o som, modificando a amplitude das ondas elétricas do cérebro. De modo geral as funções musicais são complexas, múltiplas e de localizações assimétricas, envolvendo o hemisfério direito para altura, timbre e discriminação melódica e o esquerdo para ritmos. A música, mais que qualquer outra arte, tem uma representação neuropsicológica extensa. No Canto, isso se amplia, na medida em que atua, por meio da música, nas áreas límbicas, tendo acesso direto à afetividade e, ao mesmo tempo, nas  áreas cerebrais responsáveis pela linguagem. Em nível da percepção global, deflagra áreas não só auditivas mas, gustatórias, olfatórias e visuais. Constituímos uma trilha sonora que acompanha as imagens da nossa existência.</p>
<p>No cantar, A melodia, que é o que cantamos, é voltada para o contexto, é configurativa<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn13">[13]</a>, relacionada às áreas posteriores do cérebro, que também são responsáveis pela mímica que acompanha nossas reações corporais ao som, registrando uma seqüência de eventos &#8211; uma gestalt<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn14">[14]</a> – acompanhada por uma intencionalidade. Essa intencionalidade conecta áreas frontais do cérebro, acionando um “chip” que liga o contexto a todas as experiências e restabelece outras formas em paralelo, ou seja, conecta a experiências adormecidas, trazendo-as à consciência, abrindo a possibilidade para a elaboração e a reconfiguração da experiência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>III- Canto e Consciência</strong></h4>
<p><em> “Cada organismo possui seu próprio grau de vibração, e isso se aplica também a todo objeto inanimado, de um grão de areia a uma montanha, e mesmo a cada planeta e cada sol. Quando este grau de vibração é conhecido, torna-se possível visualizá-lo internamente e assim decompor ou tornar consciente o organismo ou a forma”.</em><em>      W.Y. Evans-Wentz<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn15"><strong>[15]</strong></a></em></p>
<p><em>                                                                                       </em></p>
<p><em>                                                 A Música derrete o demorado das realidades”   </em><em>Guimarães Rosa</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seu livro O Universo Autoconsciente, Amit Goswami define a  consciência  como o fundamento do ser – original, auto-suficiente e constitutiva de todas as coisas &#8211; que se manifesta como o sujeito que escolhe, e experimenta o que escolhe, ao produzir o colapso auto-referencial da função de onda quântica em presença da percepção do cérebro-mente.<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn16">[16]</a></p>
<p>Cantar é escolha: quando cantamos somos os geradores da ação de cantar e ativamos nossos sentidos e nossa expressão; acionamos a trilha sonora que acompanha as imagens da nossa existência, registrada em um corpo emocionado que delimita o espaço-tempo ao instante em que ocorre a experiência, tornando-a única e pessoal. Abrimos as portas para outros níveis de percepção, onde sujeito e objeto se fundem e se tem a autoconsciência de ser o sujeito dessa experiência, observando a si mesmo como instrumento da própria ação<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn17">[17]</a>.          <em></em></p>
<p>O Poder Cantante é o som do verbo, informação que transgride a  Matéria e faz a mediação alquímica entre a vibração primordial e o  Ser que se fez carne.</p>
<p>O Ser Cantante é o Ser Vibrante em origem e essência que  manifesta, por meio da voz e da arte música, o canto da sua alma  pela eternidade<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn18">[18]</a>.</p>
<p><em>  </em><strong> </strong><strong> </strong></p>
<h4><strong> </strong><strong>IV-Cantos Circulares</strong><strong>              </strong></h4>
<p><em>“Trabalhe com o som até ficar surpreso pelo fato de o estar produzindo e surpreso pelo fato de ser exatamente você o instrumento através do qual o divino flautista forma seus sons. Torne-se você mesmo  uma vibração que transcende o espaço. Se o som gerado pelas cordas vocais para criar a rede vibratória do universo tem a faculdade  da sintonização total é porque ele nos une a sinfonia cósmica. Cada criatura é a cristalização  de uma parte dessa sinfonia de vibrações. Assim, assemelhamo-nos a  um som que ganha a densidade da matéria, a fim de vibrar contínua e initerruptamente.”    </em></p>
<p>Vilayat Inayat Khan (mestre Sufi)<strong>                                                               </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Os  Cantos Circulares estão presentes em todas as tradições como guias para o mundo espiritual, para a cura e o encontro do humano com sua natureza divina e cósmica. Uma das formas mais antigas e conhecidas de Canto Circular é o Mantra. Outros exemplos são o Canto Gregoriano, na tradição Cristã , o Nigun, na tradição Judaica Chassídica e o Zikr, na tradição Sufi.</p>
<p>A palavra Mantra significa “o som que liberta a mente”.</p>
<p>Segundo as antigas escrituras da Índia, ao longo da coluna vertebral e no cérebro, existem sete centros de energia ou “chakras”. A ideação e a vibração acústica sutil do mantra ressoam nos centros energéticos dos chakras e nas glândulas endócrinas a elas associadas, equilibrando o fluxo de energia do corpo, refletindo diretamente na saúde corpóreomental do praticante.</p>
<p>Encontramos referências a este mesmo tema em textos sagrados do Budismo Tibetano, entre os Hebreus, os Bizantinos e os Persas. No Brasil, na tradição Guarani, o humano é considerado Tu-py<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn20">[20]</a>, ou seja, flauta em pé, afinada a partir dos tons essenciais do ser, tons que participam de todos os seres, assim como a série harmônica compõe todos os sons e cada som é uma determinada composição de harmônicos. São sete os tons<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn21">[21]</a> que os antigos guaranis utilizavam para afinar o espírito. Estes tons são as vogais Y U O A E I , do primeiro ao sexto chakra e, por último, o som “insonoro”, no sétimo chakra. Estudos acadêmicos mostram que cantar em geral, mas, principalmente Cantos Circulares, modula as ondas elétricas do cérebro, leva a uma maior coerência cerebral e amplitude das ondas Alfa e Teta<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn22">[22]</a>, semelhante aos estados de meditação, abrindo as portas para outros níveis de consciência<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn23">[23]</a>.Isto se dá pela forma circular do canto que, musicalmente, significa a ausência de sensação de começo e fim,  simplicidade na estrutura melódica, harmônica e rítmica e pela repetição da frase, que gera um pulso regular<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn24">[24]</a>.  Estudos empíricos mostram que cada vogal e cada harmônico vibra em um determinado chackra<a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftn25">[25]</a>. Portanto, através dos Cantos Circulares, altas freqüências ressoam em nosso organismo, em cada centro energético sutil do nosso corpo, transformando a dissonância em consonância, a incoerência em coerência, dissolvendo as interferências que geram distorções em nosso padrão original e restaurando a vibração onde somos puramente nós mesmos, compondo uma vibração maior, de todos.</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<ul>
<li>O presente artigo é parte de pesquisas, práticas e reflexões realizadas por Cecília Valentim e faz parte dos fundamentos teóricos da Abordagem da Arte do Ser Cantante.</li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref1">[1]</a> Termo pelo qual são conhecidos os sacerdotes espirituais ou curandeiros em diversas tradições.</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref2">[2]</a> M. Scheneider – Pedras que Cantam, pág.12</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref3">[3]</a> Termo que designa um conjunto de conhecimentos e áreas do saber, como a Física Quântica, que estão, nos últimos anos, questionando a perspectiva materialista e racionalista da ciência predominante.</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref4">[4]</a> Na mitologia hindu, o som primordial é conhecido como Nada, que em sânscrito significa som. O cosmo nasce quando o deus Brahma, criador do mundo, o toca em seus címbalos.  Hamel, Peter M. O Autoconhecimento Através da Música, pág. 147.</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref5">[5]</a> Teoria capaz de descrever as forças da natureza por meio de  um esquema único, completo e coerente. Greene, Brian, O Universo Elegante: supercordas, dimensões ocultas e a busca da teoria definitiva, pág.9.</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref6">[6]</a>Greene, Brian – O Universo Elegante: supercordas, dimensões ocultas e a busca da teoria definitiva, cap 6,pág.156</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref7">[7]</a> Segundo Alexander Lowen, criador da Anélise Bioenergética, abordagem psicoterapeutica neo-reichiana, um corpo vivo é um corpo vibrante<em>: </em>“Os indivíduos cujos corpos estão cheios de vida e vibrantes conseguem sentir a realidade de seu ser e podem ser descritos como pessoas sensíveis. A sensibilidade é a qualidade de uma pessoa que está plenamente viva” &#8211; Lowen, A. – Alegria,  a entrega ao corpo e a vida, pág. 36 e 219.</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref8">[8]</a> Neste sentido, podemos considerar a doença como uma interferência negativa ou ruído, uma distorção no nosso padrão vibratório original. Segundo Novalis, poeta e místico do romantismo, toda doença é um problema musical.</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref9">[9]</a> Koellreutter, H.J, Terminologia de uma nova estética da Música,  pág.90.</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref10">[10]</a> Extraído do artigo Música e Neurociências de Mauro Muszkat e colaboradores-Unifesp.</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref11">[11]</a> Substâncias químicas responsáveis pela comunicação entre as células nervosas , os neurônios.</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref12">[12]</a>  Marcadores Somáticos: teoria desenvolvida pelo neurocientista português Antônio Damásio em seu livro O erro de Descartes, pág. 197: “&#8230;Em suma, os marcadores somáticos são um caso especial do uso de sentimentos gerados a partir de emoções secundárias. Essas emoções e sentimentos foram ligados pela aprendizagem, a resultados futuros previstos de determinados cenários. Quando um marcador somático negativo é justaposto a um determinado resultado futuro, a combinação funciona como uma campainha de alarme. Quando, ao contrário, é justaposto a um marcador somático positivo, o resultado é um incentivo”</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref13">[13]</a> Possui determinada ordem sonora que lhe confere significado.</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref14">[14]</a> Segundo H.J. Koellreutter, O termo gestalt,  de origem alemã, não possui, na língua portuguesa, tradução que lhe dê sentido exato.  Pode-se dizer que  é a percepção imediata dos eventos pelo todo e não pelas partes.</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref15">[15]</a> Evans-Wentz, W.Y – Antropólogo, Editor e Tradutor – Em adendo ao Livro Tibetano dos Mortos.</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref16">[16]</a> Extraído do Livro O Universo Autoconsciente – como a consciência cria o mundo material, Amit Goswami e colaboradores, pág 324.</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref17">[17]</a> Segundo Ken Wilber, quando tentamos ouvir o ouvinte subjetivo, tudo o que encontramos são sons objetivos. E isso significa que não ouvimos sons, nós somos esses sons. O ouvinte é todo som ouvido, e não uma entidade separada que recua e ouve o ouvir.  Wilber, Ken – A consciência sem fronteiras, pág, 71.</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref18">[18]</a> (&#8230;.) Pois a eternidade não é a consciência de um <em>tempo sem fim</em>, mas uma consciência que, <em>em si mesma, situa-se fora do tempo</em>. O momento eterno é um momento atemporal, que não conhece passado nem futuro, antes nem depois, ontem nem amanhã, nascimento nem morte. (&#8230;.) Podemos dizer, e o místico concordaria, que o tempo parece suspenso em todas essas experiências porque, nelas, somos totalmente absorvidos pelo <em>momento presente.</em> É claro que, nesse <em>momento presente</em>, caso nos limitemos a examiná-lo, não existe tempo. O momento presente é um momento atemporal, e um momento atemporal é um momento eterno. Wilber, Ken – A consciência sem Fronteiras, pags 84,85.</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref19">[19]</a> Kiirtan é um tipo especial de mantra que expressa o poder da devoção.</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref20">[20]</a>Tu-Py: Som em pé &#8211; o corpo, habitado pelo Avá &#8211; a luz, que tem sua morada no coração. O Corpo Som-Luz de Ser.</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref21">[21]</a> Kaká Werá: A Terra dos Mil Povos, 4ºedição.</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref22">[22]</a> Alfa e Teta são ondas elétricas cerebrais, que se diferenciam pela forma, amplitude  e ritmo. Ondas elétricas cerebrais  são ondas eletromagnéticas produzidas pelas células cerebrais, medidas por ciclos por segundo (Hertz) e mudam de acordo com a atividade elétrica dos neurônios. Cada padrão de onda está relacionado com um  estado diferente de consciência. Ondas Alfa, cuja freqüência varia de8 a 12 Hz, estão relacionadas ao relaxamento, estado mental de atenção e serenidade. Pesquisas levam a crer que nesta freqüência há uma elevação na produção de serotonina, neurotransmissor relacionado ao estado de bem-estar e ao alívio da dor. A falta de serotonina está relacionada aos estados de depressão.Ondas Teta são ondas cuja freqüência varia de4 a8Hz e estão relacionadas aos estados de meditação profunda e vigília. Pesquisas aportam, no estado Teta, para uma maior produção de catecolaminas, neurotransmissor ligado à memória, plasticidade mental e aprendizagem. Em ambos os estados – Alfa e Teta- verifica-se uma maior produção de endorfinas, neurotransmissor responsável pelos estados de maior concentração, pacificação, prazer e alegria interior.</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref23">[23]</a> “As canções são enraizadas no mundo físico, mas seu impacto está nas camadas mais sutis da mente humana. As canções produzem uma onda vibracional que faz nossas ondas mentais tornarem-se retas e, ao endireitar, as ondas mentais tocam, por sua vez, no ponto da alma”Citação de P.R. Sarkar, mestre indiano.</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref24">[24]</a> “Cantar ou falar ritmicamente é em seu sentido mais profundo uma invocação ativa, uma realização, um intercâmbio no interior da camada acústica do mundo&#8230;.O mundo foi criado através da energia cantante como primeira manifertação de um pensamento em que o som da vibração primordial sacrificou a si mesmo,  sendo progressivamente elaborado num ritmo espiralado crescente de novas vibrações cada vez mais altas, metaforseando-se aos poucos em pedra e carne.” Shneider, M, Pedras que Cantam, pág.12.</p>
<p><a title="" href="file:///C:/Documents%20and%20Settings/Cec%C3%ADlia/Meus%20documentos/a%20arte%20do%20ser%20cantante/A%20Arte%20do%20Ser%20Cantante%20-%20Artigo.doc#_ftnref25">[25]</a> “O segredo era bem conhecido por mestres de todas as épocas: os antigos <em>rishis </em>(videntes) indianos, que viviam solitários nas escarpas do Himalaia, os sufis persas, adeptos do culto a Zoroastro, os sarcedotes nas pirâmides esípcias, os magos vudu e os curandeiros da África e da América do Sul sabiam e sabem que as sílabas e palavras mântricas, sejam elas cantadas ou recitadas, provocam um fenômeno interno sutil, que gradualmente despertam os centros invisíveis de energia, levando-os a dimensões profundas da consciência.” Hamel, Peter M., O Autoconhecimento Através da Música, cap.III,  pág. 148 e149.</p>
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		<title>O Canto da Floresta e o Pulsar do Coração</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 13:03:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cecília Valentim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Cecília Valentim Todos os dias há cerca de um mês e meio, um sabiá canta na minha janela ao amanhecer. Acordo e, bem quieta, como se ainda estivesse dormindo, me deixo envolver pelo seu canto. Sinto-me privilegiada por acordar dessa maneira em uma cidade como São Paulo. No meu silêncio e no canto do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Cecília Valentim</p>
<p>Todos os dias há cerca de um mês e meio, um sabiá canta na minha janela ao amanhecer. Acordo e, bem quieta, como se ainda estivesse dormindo, me deixo envolver pelo seu canto. Sinto-me privilegiada por acordar dessa maneira em uma cidade como São Paulo. No meu silêncio e no canto do sabiá, começo a ouvir o ruído branco da cidade, lembrando que é hora de levantar.</p>
<p>O ruído branco, resultado de uma combinação de sons de todas as freqüências que se somam e envolve a cidade, aumenta de intensidade a cada dia. Quando a intensidade é baixa e é gerado por freqüências naturais, como o som do mar, o ruído branco pode ser relaxante, mas, em uma intensidade maior, cria em nós um estado de tensão e estresse que, sem que percebamos, nos põem para funcionar. O Sabiá, o silêncio, o sensível, desaparecem.</p>
<p>Na sua caminhada, os humanos foram se desligando da paisagem sonora natural e se ligando na tomada da paisagem sonora urbana, onde não há espaço para o silêncio e o ouvir. Os ruídos de fora se tornam os ruídos de dentro. Escutar-se é doloroso.</p>
<p>Aqui, nesse espaço, a intenção é possibilitar a escuta da música que acontece o tempo todo em nós e ao nosso redor, questionar a paisagem sonora que geramos, constituímos, vivemos e vibramos, levantar as questões sobre os efeitos do som e da música no comportamento humano e em outros animais, para o bem e para o mal: nas últimas décadas,várias espécies, principalmente pássaros, foram expulsos ou extintos por conta do barulho criado pelos humanos, que invadiu seus habitats.</p>
<p>Agora é quase noite, o Sabiá silenciou. Escuto um cachorro ao longe, um avião passando, uma moto próxima, um helicóptero, carros em uma avenida distante, o ventilador do computador, vozes. Um tanto saudosista, sinto falta do sino da igreja, das crianças na rua, do canto do riacho e, principalmente, dos grilos e seres da noite que constituíram a trilha sonora afetiva da minha infância nessa mesma cidade&#8230;</p>
<p>Artigo publicado no site da Anda -Agência Nacional dos Direitos Animais, coluna Pulsar, em 01/10/2010</p>
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		<title>Nigun</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 17:11:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cecília Valentim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Canto da Alma Uma Breve introdução &#160; Por Cecília Valentim &#160; Criado no início do sec.XVIII, como um novo gênero de música vocal judaica, o Nigun surge no Movimento Hassídico[1] como uma poderosa forma de expressão espiritual. É freqüentemente descrito como prece musical, além das palavras: A Caneta da Alma. Embora o Canto e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>O Canto da Alma</h2>
<h2>Uma Breve introdução</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por Cecília Valentim</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Criado no início do sec.XVIII, como um novo gênero de música vocal judaica, o Nigun surge no Movimento Hassídico<a href="file:///C:/Users/victor/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/WAQ7BC7T/Nigun.doc#_ftn1">[1]</a> como uma poderosa forma de expressão espiritual. É freqüentemente descrito como prece musical, além das palavras: A Caneta da Alma.</p>
<p>Embora o Canto e Dança sempre tenham feito parte da tradição judaica, o Nigun reflete a criativa e radical natureza da Teologia Hassídica, no que diz respeito à força da Música no Universo, descrita desde a Idade Média pelos Místicos Judeus Cabalistas.</p>
<p>Nigun significa melodia em hebraico. É um canto circular, cuja intenção é abrir os portões da alma em direção ao Êxtase Sagrado, a transcendência, que deve ser trazida a terra para despertar os corações da humanidade às verdades interiores, a Deus. No lugar das palavras que, segundo a tradição Hassídica, limitam e definem a mente, são usadas sílabas que não possuem sentido, como: Daí, daí, bim , bom, doi doi. Em geral é cantado sem acompanhamento instrumental, pode ser lento ou meditativo, rápido ou jubilante, de acordo com o que se deseja expressar, formando múltiplas frases melódicas.</p>
<p>Existem algumas formas diferentes de Nigun, associados ao estudo do Talmud, preces ou outros aspectos da vida tradicional judaica. Os três principais tipos na tradição Hassidica são:</p>
<p><strong>Deveyekut nigunin</strong>: lentos, melodia livre, sem ritmo definido, não métrica, reflexivo, para ser cantado individualmente, em uma relação pessoal com Deus.</p>
<p><strong>Dance Tunes</strong>: simples, rápido e rítmico, para ser cantado e dançado em grupo, em uníssono.</p>
<p><strong>Tish Nigunin:</strong> Lentos e complexos, freqüentemente cantados no Sabbath, nas festas e na presença do Rabino.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o Rebe de Chabad, “A Canção está no âmago da vida; sua fonte é o êxtase mais sobrenatural.” Ele explica:<br />
“Um rio descia do Éden para regar o jardim…” (Bereshit 2:10) – vindo da fonte de todo o deleite, o rio da vida flui para baixo, ramificando-se para cada mundo e todo ser criado. Cada coisa anseia para juntar-se com sua fonte acima, e deste anseio vem sua canção, e com aquela canção ela se torna viva. Os céus cantam, o sol, os planetas e a luz; cada animal, cada planta, cada rocha tem sua canção particular, segundo a maneira pela qual recebe a vida.</p>
<p>“Até o cosmos inteiro pulsa com uma sinfonia de incontáveis anjos e almas e animais e plantas e até cada gota de água e molécula de ar cantando a canção que lhe dá vida.</p>
<p>“É por isso que um nigun traz uma onda de vida nova, adoça a alma amarga e preenche o lar com luz – como as canções entoadas por David para o rei Shaul, que curaram seu espírito amargo. Uma canção é unidade. Uma canção se volta sobre si mesma num círculo de unidade, até que não haja princípio nem fim.”</p>
<p>O poder do Nigun é experimentado por todos que desenvolvem o Canto e a prática com devoção e entrega ao coração do divino.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>[1] O Judaísmo chassídico ou hassídico (do hebraico חסידים, Chasidut para os <a title="Sefardim" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sefardim">sefardim</a>;Chasidus para os <a title="Asquenazes" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Asquenazes">asquenazes</a>, piedosos ou devotos) é um movimento dentro do <a title="Judaísmo ortodoxo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Juda%C3%ADsmo_ortodoxo">judaísmo ortodoxo</a> que promove a espiritualidade e existiu praticamente em todas as eras da <a title="História judaica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_judaica">história judaica</a>. Fonte: wikipédia</p>
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		<title>Overtone Chanting</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 17:06:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cecília Valentim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Overtone Chanting O Canto dos Harmônicos Por Cecília Valentim “Uma noite, em 1433, o Lama Tibetano Je Tzong Sherab Senge teve um so­nho revelador. Nele, ouviu uma voz que jamais tinha ouvido: era grave, in­crivelmente profunda, um som que não parecia humano. Combinado a esta voz, havia uma segunda, aguda e pura, como a voz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Overtone Chanting<br />
O Canto dos Harmônicos</h2>
<p>Por Cecília Valentim</p>
<blockquote><p><em>“Uma noite, em 1433, o Lama Tibetano Je Tzong Sherab Senge teve um so­nho revelador. Nele, ouviu uma voz que jamais tinha ouvido: era grave, in­crivelmente profunda, um som que não parecia humano. Combinado a esta voz, havia uma segunda, aguda e pura, como a voz de uma criança can­tando. Estas duas vozes, totalmente diferentes, tinham a mesma origem, que era ele mesmo. No sonho, Je Tzong é instruido a incorporar este canto especial em suas práticas de meditação. Foi–lhe revelado como um canto que integra os aspectos femininos e masculinos da energia divina, uma voz tântrica que une todos os cantos na rede da consciência universal” </em><em>(Jonatham Goldman, Healing Sound)</em></p></blockquote>
<p>Esta é uma das histórias contadas sobre o Canto harmônico. Atual­mente, sabemos que este tipo de canto é uma prática ancestral em diversas tradições e que, provavelmente, os tibetanos a encontra­ram na Mongólia e na Sibéria, quando o budismo tibetano lá apor­tou. Sabemos também que era uma antiga prática entre os pastores nórdicos para pastorear suas ovelhas, e ainda o é entre os aborígines australianos e os índios brasileiros, que a utilizam em rituais, como forma de acessar o mundo espiritual.</p>
<h3>Uma Visão Geral</h3>
<p>O Canto Harmônico torna audível o espectro natural das freqüên­cias que compõem cada som. É uma forma de canto onde se pode cantar simultaneamente uma nota (fundamental) e seus harmônicos, selecionando-os e amplificando-os por meio de uma técnica simples e específica. São altas freqüências que flutuam acima do som funda­mental emitido pelo cantor. A técnica envolve a criação de uma de­terminada cavidade acústica dentro da boca, dada pela língua, pelo abaixamento da laringe e o uso de uma seqüência de vogais que configura uma maior composição de harmônicos. Alguns cantores, em especial em Tuva, região da Mongólia, são capazes de cantar de cinco a seis freqüências acima da nota fundamental, simultane­amente.</p>
<h3>O Poder do Canto Harmônico</h3>
<p>Estudos acadêmicos mostram que cantar em geral, mas, principal­mente cantar os harmônicos, modula as ondas elétricas do cérebro, leva a uma maior coerência cerebral e amplitude das ondas Alpha e Theta, semelhante aos estados de meditação, abrindo as portas para outros níveis de consciência. Estudos empíricos mostram que cada vogal e cada harmônico vibra em um determinado chackra. São al­tas freqüências que ressoam em nosso organismo, em cada centro energético sutil do nosso corpo, transformando a dissonância em consonância. Encontramos referências a isto em textos do Budismo Tibetano e entre os Guaranis, que em sua tradição, consideram o humano um Tu-py, ou seja, flauta em pé, afinada a partir dos tons essenciais do ser, tons que participam de todos os seres, assim como a série harmônica compõe todos os sons e cada som é uma determi­nada composição de harmônicos. Eis a seqüência de vogais encon­trada em ambas as tradições: Y, U, O, A, E, I. Nesta seqüência, cada vogal se refere a um chacka, a partir do chacka da raiz. No sétimo chacka, no topo da cabeça, reside o silêncio. (A prática de entoar as vogais como caminho para o êxtase ou iluminação também é encon­trada nos textos sacros Hebreus e Bizantinos)</p>
<h3>A Prática</h3>
<p>O Canto Harmônico amplia o espectro de percepção vocal, auditi­vo, corporeomental, e leva a um estado de liberdade, pacificação interna e bem-aventurança. É uma prática espiritual que permite que nos conectemos profundamente com nossa vibração original e “limpemos” as vibrações que não nos pertencem e, assim, estar em nossa freqüência, sendo puramente quem somos, o que é vital para este instante do Planeta e para todos os seres que aqui vivem.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Mantras</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 17:03:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cecília Valentim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sobre o Mantra: Uma breve introdução “A sutil vibração do Kiirtan1 harmoniza e normaliza as funções glandulares do corpo, dissolve o egoísmo, elimina os pensamentos negativos e cria uma extraordinária vibração de beatitude, despertando a evoção e o desejo interno pela Plena Consciência” (P.R. Sarkar) - Por Cecília Valentim Mantra significa “o som que liberta a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Sobre o Mantra: Uma breve introdução</h2>
<blockquote><p><em>“A sutil vibração do Kiirtan</em><em><sup>1</sup></em><em> harmoniza e normaliza as funções glandulares do corpo, dissolve </em><em>o egoísmo, elimina os pensamentos negativos e cria uma extraordinária vibração de beatitude, despertando a evoção e o desejo interno pela Plena Consciência” (P.R. Sarkar) - Por Cecília Valentim</em></p></blockquote>
<p>Mantra significa “o som que liberta a mente”.</p>
<p>Segundo as antigas escrituras da Índia e de outras tradições<sup>2 </sup>, ao longo da coluna verte­bral e no cérebro, existem sete centros de energia ou “chakras”<sup>3</sup>. A ideação e a vibração acústica sutil do mantra ressoa nos centros energéticos dos chakras e nas glândulas endócrinas a elas associadas, equilibrando o fluxo de energia do corpo, refletindo dire­tamente na saúde corpóreomental  do praticante.</p>
<p>Estudos acadêmicos mostram que cantar em geral mas, principalmente cantar Mantras, modula as ondas elétricas do cérebro, leva a uma maior coerência cerebral e amplitude das ondas Alfa e Teta<sup>4</sup>, semelhante aos estados de meditação, abrindo as portas para ní­veis sutis<sup>5 </sup>da consciência<sup>6</sup>. Isto se dá pela forma circular do mantra que, musicalmente, significa a ausência de sensação de começo e fim, simplicidade na estrutura melódica, harmônica e rítmica e pela repetição da frase, que gera um pulso regular<sup>7</sup>. Estudos em­píricos mostram que cada vogal e cada harmônico vibra em um determinado chackra<sup>8</sup>. Portanto, ao cantar mantras, altas freqüências ressoam em nosso organismo, em cada centro energético sutil do nosso corpo, transformando a dissonância em consonância, a incoerência em coerência, dissolvendo as interferências que geram distorções em nosso padrão original, restaurando a vibração onde somos puramente nós mesmos e, ao mesmo tempo, o sentimento de pertencimento a uma vibração maior, de todos.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>1 Kiirtan é um tipo especial de mantra que expressa o poder da devoção.</p>
<p>2 Encontramos referências a este tema em textos sagrados de antigas tradições  como o Tantra, o Budismo Tibetano, entre os  Hebreus, os  Bizantinos e os Persas. No Brasil,  na tradição Guarani, o humano é considerado Tu-py, ou seja, flauta em pé, afinada a partir dos tons essenciais do ser, tons que participam de todos os seres, assim como a série harmônica compõe todos os sons e cada som é uma determinada composição de harmônicos.São sete os tons que os antigos guaranis utilizavam para afinar o espírito. Estes tons são as vogais Y U O A E I , do primeiro ao sexto chakra e, por últi­mo, o som “insonoro”, no sétimo chakra.</p>
<p>3 Ao longo da coluna vertebral existem sete centros básicos de energia, chamados  de Chakras. Cada centro de energia ou chakra, está ligado uma glandula endócrina específica.</p>
<p>4 Alfa e Teta são ondas elétricas cerebrais, que se diferenciam pela forma, amplitude  e ritmo. Ondas elétricas cerebrais  são ondas eletromagnéticas produzidas pelas células cerebrais, medidas por ciclos por segundo (Hertz) e mudam de acordo com a atividade elétrica dos neurônios. Cada padrão de onda está relacionado com um  estado diferente de consciência. Ondas Alfa, cuja freqüência varia de 8 a 12 Hz, estão relacionadas ao relaxamento, estado mental de atenção e serenidade. Pesquisas levam a crer que nesta freqüência há uma elevação na produção  de serotoninas, neurotransmissor relacionado ao estado de bem-estar e ao alívio da dor. A falta de serotonina está relacionada aos estados de depressão.</p>
<p>Ondas Teta são ondas cuja freqüência varia de  4 a 8Hz e estão relacionadas aos estados de meditação profunda e vigília. Pesquisas aportam, no estado Teta, para uma maior produção de catecolaminas, neurotransmissor ligado à memória, plasticidade mental  e aprendizagem. Em ambos os estados – Alfa e Teta- verifica-se uma maior produção de  endorfinas, neurotransmissor responsável pelos  estados de maior concentração, pacificação, prazer e alegria interior.</p>
<p>5 <em>“As canções são enraizadas no mundo físico, mas seu impacto está nas camadas mais sutis da mente humana. As canções produzem uma onda vibracional que faz nossas ondas mentais tornarem-se retas e, ao endireitar, as ondas mentais tocam, por sua vez, no ponto da alma” </em></p>
<p>Citação de P.R. Sarkar, mestre indiano.</p>
<p>6 Em seu livro O Universo Autoconsciente, Amit Goswami define a  consciência como o fundamento do ser – original, auto-suficiente e constitutiva de todas as coisas &#8211; que se manifesta como o sujeito que escolhe, e experimenta o que escolhe, ao produzir o colapso auto-referencial da função de onda quântica em presença da percepção do cérebro-mente.</p>
<p>7 <em>“Cantar ou falar ritmicamente é em seu sentido mais profundo uma invocação ativa, uma realiza­ção, um intercâmbio no interior da camada acústica do mundo&#8230;.O mundo foi criado através da energia cantante como primeira manifertação de um pensamento em que o som da vibração primordial sacrifi­cou a si mesmo,  sendo progressivamente elaborado num ritmo espiralado crescente de novas vibrações cada vez mais altas, metaforseando-se aos poucos em pedra e carne.”</em> Shneider, M, Pedras que Cantam, pág.12.</p>
<p>8 <em>“O segredo era bem conhecido por mestres de todas as épocas: os antigos rishis (videntes) indianos, que viviam solitários nas escarpas do Himalaia, os sufis persas, adeptos do culto a Zoroastro, os sarcedotes nas pirâmides esípcias, os magos vudu e os curandeiros da África e da América do Sul sabiam e sabem que as sílabas e palavras mântricas, sejam elas cantadas ou recitadas, provocam um fenômeno interno sutil, que gradualmente despertam os centros invisíveis de energia, levando-os a dimensões profundas da consciência.”</em> Hamel, Peter M., O Autoconhecimento Através da Música, cap.III,  pág. 148 e149.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Ser Cantante</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Aug 2011 22:22:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cecília Valentim</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[O Ser Cantante “O Sopro da criação transforma-se em som e anima a vida em todos os seres. A alma, como informação que transcende a eternidade, vibra a matéria e ressoa por toda a extensão da emoção humana em um único instante.” Por Cecília Valentim* O Canto Potencial “Cantar ou falar ritmicamente é em seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Ser Cantante</p>
<p>“O Sopro da criação transforma-se em som e anima a vida em todos os seres. A alma, como informação que transcende a eternidade, vibra a matéria e ressoa por toda a extensão da emoção humana em um único instante.”</p>
<p>Por Cecília Valentim*</p>
<p>O Canto Potencial</p>
<p><em>“Cantar ou falar ritmicamente é em seu sentido mais profundo uma invoca­ção ativa, uma realização, um intercâmbio no interior da camada acústica do mundo&#8230;. O mundo foi criado através da energia cantante como primeira ma­nifestação de um pensamento em que o som da vibração primordial sacrificou a si mesmo, sendo progressivamente elaborado num ritmo espiralado crescente de novas vibrações cada vez mais altas, metaforseando-se aos poucos em pedra e carne.” </em></p>
<p><em>M. Shneider </em><em><sup>1 </sup></em></p>
<p>A Nova Ciência<sup>2 </sup>nos traz, a cada dia, novas informações acerca do mun­do do infinitamente pequeno, das partículas que constituem o átomo e a matéria.</p>
<p>Inúmeros experimentos em laboratórios de Física, em especial na Física Quântica, comprovam o que os antigos sábios da Índia já diziam há cinco mil anos: Nada Brahma<sup>3</sup> – O mundo é som.</p>
<p>Na busca de uma teoria unificada<sup>4</sup>, chegamos a Teoria das Supercordas, que propõe que toda matéria e todas as forças provêm de um único componente: cordas oscilantes. A proposta dessa teoria é que as cor­das são os ingredientes ultramicroscópicos que formam as partículas, que por sua vez, compõem os átomos<sup>5</sup>. Se toda a matéria é composta por partículas, incluindo a matéria humana, podemos ousar dizer que todos nós somos vibração em origem e essência, portanto, seres vibran­tes<sup>6</sup>, cantantes por natureza.<sup>7 </sup>Somos o próprio canto, que se manifesta por meio da nossa voz.</p>
<p>Quando cantamos estamos usando a matéria-prima som para fazer mú­sica – Arte que se constitui de uma linguagem, signos sonoros<sup>8 </sup>e, por­tanto, integrando as funções do sentir, do processar, do perceber em estruturar em uma estética e expressão de comunicação que é por si só, forma, conteúdo, corpo e espírito, mensageiro e mensagem<sup>9</sup>. Cantamos com a totalidade do nosso Ser, comunicamos quem somos e o que sen­timos; vibramos e manifestamos nossa alma.</p>
<p>Canto e Consciência</p>
<p><em>“A música derrete o demorado das realidades” Guimarães Rosa </em></p>
<p>Em seu livro O Universo Autoconsciente, Amit Goswami define a cons­ciência como o fundamento do ser – original, auto-suficiente e consti­tutiva de todas as coisas &#8211; que se manifesta como o sujeito que escolhe, e experimenta o que escolhe, ao produzir o colapso auto-referencial da função de onda quântica em presença da percepção do cérebro-mente.<sup>10 </sup></p>
<p>Cantar é escolha: quando cantamos somos os geradores da ação de can-tar e ativamos nossos sentidos e nossa expressão; acionamos a trilha sonora que acompanha as imagens da nossa existência, registrada em um corpo emocionado que delimita o espaço-tempo ao instante em que ocorre a experiência, tornando-a única e pessoal. Abrimos as portas para outros níveis de percepção, onde sujeito e objeto se fundem e se tem a autoconsciência de ser o sujeito dessa experiência, observando a si mesmo como instrumento da própria ação<sup>11</sup>.</p>
<p>A consciência de nós mesmos é relativa ao sentimento de pertencer a uma totalidade, onde vibramos puramente nós mesmos; por meio do canto, eu filtro a realidade que sou naquele instante e manifesto uma dentre infinitas possibilidades. Aqui, por consciência refiro-me à cons­ciência da unidade, onde o ato de ser o próprio canto revela, contém e compõe o cantar de todos.</p>
<p>O Poder Cantante: reflexões</p>
<p><em>“Cada organismo possui seu próprio grau de vibração, e isso se aplica também a todo objeto inanimado, de um grão de areia a uma montanha, e mesmo a cada planeta e cada sol. Quando este grau de vibração é conhecido, torna-se possível visualizá-lo internamente e assim decompor ou tornar consciente o organismo ou a forma”. </em></p>
<p><em>W.Y. Evans-Wentz</em><em><sup>12 </sup></em></p>
<p>O Ser Cantante é o Ser Vibrante em origem e essência que manifesta, por meio da voz e da arte música, o canto da sua alma pela eternidade<sup>13</sup>.</p>
<p>O Poder Cantante é o som do verbo, informação que transgride a maté-ria e faz a mediação alquímica entre a vibração primordial e o ser que se fez carne: há uma canção acontecendo o tempo todo em meu corpo, conectando-me a outras canções e freqüências, criando uma rede e um todo, onde sou um com minha canção, compondo uma canção maior, de todos.</p>
<p>Bibliografia</p>
<p>Greene, Brian, O Universo Elegante: supercordas, dimensões ocultas e a busca de uma teoria definitiva –Companhia das Letras, São Paulo, 2001 Koestler, Arthur, O Homem e o Universo – Ed. Ibrasa , São Paulo, 1989. Berendt, Joachim-Ernest, Nada Brahma: a música e o universo da consciência</p>
<p>- Editora Cultrix, São Paulo.</p>
<p>Fabre d’Olivet, Antoine, Música apresentada como ciência e arte: estudo de suas relações analógicas com os mistérios religiosos, a mitologia antiga e a história do mundo – Madras Editora, São Paulo, 2004.</p>
<p>Jecupé, Kaka Werá, A terra dos mil povos: história indígena brasileira conta­da por um índio – Ed. Fundação Peirópolis, São Paulo, 1998.</p>
<p>Gaynor, Mitchell L., Sons que Curam – Ed. Pensamento-Cultrix, São Paulo, 1999.</p>
<p>Koellreutter, H.J, Terminologia para uma nova estética da música – Ed. Movi­mento, Porto Alegre, 1990</p>
<p>Damásio, Antônio R., O erro de Descartes: emoção, razão e o cérebro humano</p>
<p>– Companhia das Letras, São Paulo, 1996.</p>
<p>Sacks, Oliver W., O homem que confundiu sua mulher com um chapéu e ou­tras história clínicas –Companhia das Letras, São Paulo, 1997. Lowen, A, Alegria: a entrega ao corpo e a vida – Summus editora, São Paulo,</p>
<p>1997</p>
<p>Hamel, Peter M., O Autoconhecimento Através da Música: Uma nova maneira de sentir e viver a Música &#8211; Cultrix, São Paulo, 1989 Andrews, Susan, Stress a seu favor: como gerenciar sua vida em tempos de</p>
<p>crise – Instituto Visão Futuro, São Paulo, 2001 Sarkar, P.R,  Kiirtan, Um Meio para Elevação da Consciência. Muszkat, Mauro e colaboradores, Música e Neurociências – Artigo – Rev.</p>
<p>Neurociências 8, pág.70-75, 2000. Chatwin, Bruce, The Songlines – Penguin Books USA, 1988 Wilber, Ken, A Consciência sem Fronteiras: Pontos de Vista do Oriente e do</p>
<p>Ocidente sobre o Crescimento Pessoal – Cultrix, São Paulo, 1979.</p>
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<p>1 M. Scheneider – Pedras que Cantam, pág.12</p>
<p>2 Termo que designa um conjunto de conhecimentos e áreas do saber, como a Física Quân­tica, que estão, nos últimos anos, questionando a perspectiva materialista e racionalista da ciência predominante.</p>
<p>3 Na mitologia hindu, o som primordial é conhecido como Nada, que em sânscrito significa som. O cosmo nasce quando o deus Brahma, criador do mundo, o toca em seus címbalos.  Hamel, Peter M. O Autoconhecimento Através da Música, pág. 147.</p>
<p>4 Teoria capaz de descrever as forças da natureza por meio de  um esquema único, completo e coerente. Greene, Brian, O Universo Elegante: supercordas, dimensões ocultas e a busca da teoria definitiva, pág.9.</p>
<p>5 Greene, Brian – O Universo Elegante: supercordas, dimensões ocultas e a busca da teoria definitiva, cap 6,pág.156</p>
<p>6 Segundo Alexander Lowen, criador da Anélise Bioenergética, abordagem psicoterapeutica neo-reichiana, um corpo vivo é um corpo vibrante<em>:</em>“Os indivíduos cujos corpos estão cheios de vida e vibrantes conseguem sentir a realidade de seu ser e podem ser descritos como pessoas sensíveis. A sensibilidade é a qualidade de uma pessoa que está plenamente viva” &#8211; Lowen, A. – Alegria,  a entrega ao corpo e a vida, pág. 36 e 219.</p>
<p>7 Nesse sentido, podemos considerar a doença como uma interferência negativa ou ruído, uma distorção no nosso padrão vibratório original. Segundo Novalis, poeta e místico do romantismo, toda doença é um problema musical.</p>
<p>8 Koellreutter, H.J,  Terminologia de uma nova estética da Música,  pág.90.</p>
<p>9 Extraído do artigo Música e Neurociências de Mauro Muszkat e colaboradores-Unifesp.</p>
<p>10 Extraído do Livro O Universo Autoconsciente – como a consciência cria o mundo material, Amit Goswami e colaboradores, pág 324.</p>
<p>11 Segundo Ken Wilber, quando tentamos ouvir o ouvinte subjetivo, tudo o que encon­tramos são sons objetivos. E isso significa que não ouvimos sons, nós somos esses sons. O ouvinte é todo som ouvido, e não uma entidade separada que recua e ouve o ouvir. Wilber, Ken – A consciência sem fronteiras, pág, 71.</p>
<p>12 Evans-Wentz, W.Y – Antropólogo,  Editor e Tradutor – Em adendo ao Livro Tibetano dos Mortos.</p>
<p>13 (&#8230;.) Pois a eternidade não é a consciência de um <em>tempo sem fim</em>, mas uma consciência que, <em>em si mesma, situa-se fora do tempo</em>. O momento eterno é um momento atemporal, que não conhece passado nem futuro, antes nem depois, ontem nem amanhã, nascimento nem morte. (&#8230;.) Podemos dizer, e o místico concordaria, que o tempo parece suspenso em todas essas experiências porque, nelas, somos totalmente absorvidos pelo <em>momento presente.</em> É claro que, nesse <em>momento presente</em>, caso nos limitemos a examiná-lo, não existe tempo. O momento presente é um momento atemporal, e um momento atemporal é um momento eterno. Wilber, Ken – A consciência sem Fronteiras, pags 84,85.</p>
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		<pubDate>Thu, 18 Aug 2011 22:05:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cecília Valentim</dc:creator>
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